sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Simplesmente um amigo!


OBS:Dedicado à todos os amigos que "reconheci",no CEPEM,no Disney,Grão Pará,Universo,UFRA,UFPA,amigos da igreja,do Aslan,amigos da rua (de infância),à todos os meus famíliares que além de laços de sangue tem laços de amizade comigo e principalmente aos meus amigos irmãos!Amo vocês!

Hoje eu estava lendo minhas antigas mensagens, cartas amareladas pelo tempo, fotos que rememoraram épocas e sentimentos. Sempre me perguntei por que guardo quase tudo, porque tenho tanta dificuldade de me desfazer de certas coisas, mas hoje obtive a resposta. É porque mais que simplesmente “coisas”, esses objetos me lembram pessoas e enviam uma mensagem direta ao meu coração relembrando a importância de tal individuo, não que eu tenha esquecido, mas é que com o tempo novos sentimentos vão surgindo e vamos guardando os antigos em lugares especiais prontos para eclodir a qualquer momento, mas enquanto isso não acontece ficam ali pulsando lembrando-nos que não estamos sós, que temos com quem contar.
Ás vezes acho que não mereço tantos amigos quanto tenho, às vezes acho que não demonstro tanto a importância deles na minha vida, mas agradeço a DEUS por tê-los,pois ao olhar pra eles lembro exatamente quem sou e tenho certeza de onde quero chegar...
Aos meus amados amigos de todos os tempos e épocas eu só tenho a agradecer, toda e qualquer insanidade, gargalhada, abraço, choro, bagunça que viveram comigo.Se tem uma coisa na vida,até hoje, que eu posso me orgulhar são dos meus amigos. Pessoas especiais, que certamente eu não conseguiria demonstrar o valor de tais nessas simples palavras. Apesar de ter me distanciado um pouco de alguns, pela minha inimiga falta de tempo, escrevo para dizer que eu nunca me esqueço de vocês, em momento algum, por que vocês já se tornaram parte do que sou.
Sim,é com eles que choro de rir e me fazem rir quando choro,são eles que me chamam de tudo menos do meu nome, abreviações carinhosas que não me diminuem, mas ao contrário, fazem sentir-me importante, amada ou simplesmente querida por alguém... Ai, ai, esses “alguéns”... Pessoas tão distintas, de posicionamentos tão diferentes, que adentraram a minha vida de um modo tão particular e singular, uns tocaram a campainha e pediram licença e quando notaram já eram de casa, mas outros arrombaram a porta do meu coração e lá fazem morada até hoje.
Alguns eu conheço desde a infância, se comunicam comigo em um único olhar. A intimidade chega a ser tanta que em certo ponto as palavras não são mais necessárias para entender o outro, pois ele se tornou parte de você. Outros eu conheci não há tanto tempo assim, mas a identificação é tamanha que parece que sempre estiveram ao meu lado, ultrapassam o enigma da maternidade e superam a minha mãe quanto ao seu sexto sentido (heheh), ao telefone, pelo tom da minha voz, sabem discernir meu estado de espírito ou pela forma que digito no MSN, por mais que eu me esforce para camuflar a realidade.
Nem preciso dizer a diferença que cada um deles faz na minha vida. Tive amigos que passaram por mim, me descobriram e eu os descobri, mas que depois seguiram seus caminhos. Hoje, juntos, em natais, finais de ano ou em um encontro casual na rua, relembramos as brincadeiras do passado, as cantigas entoadas, todas as marcas deixadas em ambos os corações. Mas, que utopia e pretensão é a nossa... Nunca poderíamos descrever tamanho valor, cada minuto, cada gargalhada, cada loucura e por que não o nosso silêncio, foi e é algo que ultrapassa descrições, citações de poetas ou explicações. É algo que se resume em sentimento, como as batidas do coração, como a lágrima vertida ao lembrar-se de como é bom viver, como é bom não conhecer apenas, mas sentir as pessoas,e é melhor ainda quando não apenas as sentimos passageiramente,mas quando se tornam um sentimento continuo ,por mas que esteja guardado no peito, nunca deixa de ser latente.
Afinal, podemos tentar enganar aos outros quanto ao que somos, podemos criar nosso teatro, com trabalho, filhos, casamento e fazer dele uma redoma de vidro, mas não podemos enganar nosso coração quanto ao passado, pois diferente do que pensamos a origem da palavra coração não é por acaso, do latim significa saltar. Exatamente, é esse o propósito dele, saltar, entretanto não só para bombear o sangue, mas também saltar em direção a nós, em direção ao que sempre fomos e às vezes nos esquecemos de voltar ser... Simplesmente um amigo!

sábado, 11 de julho de 2009

Stop!

Às vezes a única vontade latente é parar, ficar inerte, não fazer nada... Talvez, congelar o tempo e fazer das batidas do meu coração o “tic-tac” do relógio.
Às vezes dá vontade de correr, desabafar, de pular, de tomar atitudes, se arriscar... Às vezes eu só quero a minha própria companhia, outras eu quero estar com tantos a ponto de me perder em tantas idéias e pensamentos...
Mas hoje, tão somente hoje, eu quero parar, refletir. Eu quero olhar para um lugar onde só eu tenho acesso, um lugar tão profundo que muitas vezes é ignorado por mim, mas que paradoxalmente, outras vezes se torna meu grande esconderijo. Preciso ficar ali, quieta, tentando me entender e conflitando arduamente contra mim mesma, sendo uma inconseqüente, mas ao mesmo tempo me passando sermões e endireitando minha cerviz.
Parece que de lá sou só uma telespectadora da minha vida, eu olho para mim e me sinto digna, muito envergonhada ou simplesmente sinto-me apática, tenho a sensação que há falta de atitude e que o medo me freia arduamente quando o desconhecido está às portas. Está certo que isso é bom, mas nem sempre, em algumas situações é necessário audácia. Prudência é uma virtude louvável, mas audácia na dose certa e bem empregada pode fazer de vidas, práticas e não vãs filosofias.
Sabe, sempre que paro para olhar pra mim, sempre que mergulho no meu manancial de sentimentos e emoções eu caio num mesmo ponto. Seja preenchido ou vazio o meu coração sempre me dá uma única resposta para todas as minhas inseguranças, incertezas, impaciências... Meu coração não fala,grita,clama, pede encarecidamente que eu o ouça, mas eu me faço surda, muitas vezes por escolha própria. Aí a vida vai passando, os problemas vão se acumulando e eu me vejo nessa situação, parando... Parando para escutar aquele que nunca deixou de falar, parando para lembrar-me de amar e ao mesmo tempo de ser racional, parando para agir com inteligência e não por impulso, parando para ter domínio próprio, parando para pedir que ELE não pare nunca de falar ao meu intimo, pois se não fosse ELE me resgatar de mim mesma todas as vezes que decido dá uma de auto-suficiente eu já poderia ter parado, definitivamente, há muito tempo.

sábado, 2 de maio de 2009

Em busca do banquete...

Ah, como é difícil dizer adeus, se desfazer de sentimentos muitas vezes cultivados por anos, tão próximos a nós que o compasso do palpitar do coração faz deles algo simplesmente inconfundível. É difícil se desfazer, não de sonhos, mas dos personagens deles.Na verdade cada pessoa individualmente acaba dando um direcionamento novo para cada história, mas na vida nem sempre escrevemos o que gostaríamos de ler.

Conscientizei-me que mereço uma felicidade que vai além do plano das ilusões,que pode ser palpável o suficiente a ponto de se tornar real. Por mais que doa finalizar histórias, às vezes não há alternativa, pois tem que haver reciprocidade na mesma e nem sempre é assim,por tanto um ponto em seguida em vez de ajudar pode só protelar o tão sonhado final feliz.

Às vezes dá vontade da gente fechar os olhos e voltar no tempo e até mesmo torcemos para que a vida dê um giro de 180 graus ao nosso favor,mas talvez já tenha dado e nós que não notamos .Ou mesmo,estamos tão fixados em coisas que designamos ser conveniente que nos tornamos cegos para o que Deus julga ser o melhor.

Bom, mas não é o fim,não é o fim dos sonhos, das realizações.Só é um novo começo.Onde novas histórias serão contadas, para um público que pode ou não ser o mesmo, mas uma coisa é certa, o autor nunca muda... E ao final de tudo, não me entristeço de ter sentido tudo que senti, mas me entristeço por só agora ter notado que DEUS me tem um banquete a oferecer e por muito tempo me conformei com as migalhas.

Mas, entrego minha vida nas mãos do criador, optei por deixar ser ele o narrador onipotente da minha existência,pois só assim meu enredo será coerente e linear,os obstáculos podem até existir ,mas sempre serão meros coadjuvantes e o antagonista desse mundo pode até tentar,mas não derrubará a protagonista ,por um único motivo, o autor da minha vida é DEUS,é ELE quem escreve os capítulos da minha história.