quarta-feira, 6 de abril de 2011

22 anos, a essência conta história...



22 aninhos, quem diria...hehehe

Pensamentos...
“Caramba, o tempo passa rápido.”
“O que eu fiz até aqui?”
“Será que aproveitei o suficiente?”
“Está faltando alguma coisa?”

Pois é, esses foram alguns dos muitos pensamentos que permearam minha cabeça esses dias. É também incrível como olhar para o passado me remete ao futuro, me faz indagar o que será do amanhã e planejar o incerto.
Dentre todas as perguntas, a que me pareceu mais relevante foi “o que fiz até aqui?”, e neste texto vou tentar repassar a essência das minhas experiências no decorrer desse paradoxo que é a minha vida.

Eu sorri. Essa é a frase mais característica da minha declaração.
Eu sorri timidamente. Eu sorri insanamente. Eu sorri por disfarce. Eu sorri por nervosismo. Eu sorri por não saber o que fazer. Eu sorri daquele jeitinho de quem diz com palavras “não”, mas com o olhar “sim”. Eu sorri para não chorar. Eu sorri descontroladamente até perder o ar. Sorri de mim. Sorri de vocês. Sorri da vida e para a vida. Nunca me podei, em qualquer lugar e com quem fosse, enchi meus pulmões, redesenhei meus traços e sem pudores, eu sorri.

Amei, e como amei. Tive como professores a minha família, e em “matéria de amar” também virei mestra, e de vez em quando eu reveso com eles. Assim vamos aprendendo e ensinando a amar, uns aos outros e cada dia mais.

Apaixonei-me pelos meus amigos, ah que lindos!
Meus queridos, com os quais pude sempre contar, que me fizeram ver que amizade é mais do que companheirismo, mas também uma relação em que o amor impera.
Também amei a "outros", mas dessa parte da história vocês não vão querer saber, né?hehee

Já passei por tantas fases... Mas, mesmo assim sempre serei a frágil garotinha para aqueles que me envolvem em seus braços e me fazem crer que o mundo não é tão temeroso, que estou protegida no recôndito desse amor, meus pais. Entretanto, aos 22 anos, aprendi a me vestir de mulher todos os dias e, com minhas certezas e incertezas dentro da bolsa, enfrento a realidade de frente, procurando galgar níveis mais altos do que os meus saltos podem alcançar e, de fato, ser melhor a cada dia, não para o mundo, mas para Aquele em quem eu creio e para mim mesma.

Também já disse "eu te amo", e ouvi um “eu também”, outras vezes disse “eu te amo” e como resposta tive o silêncio. Fiz loucuras felizes, e já fui feliz por causa dessas loucuras. Já fiz “cenas” em público. Já me importei com o que os outros diziam, outras horas eu os achei insignificantes. Já me fiz de forte estando arrasada. Já fui feliz com coisas simples. Já chorei escondida. Já esperei. Já cansei. Já me senti sozinha no meio da multidão. Já me senti ótima comigo mesma. Já perdi. Já ganhei. Já sonhei. Já sofri. Já me senti segura. Já brinquei sem me importar com as aparências. Já dei abraços que eternizaram momentos. Já falei coisas que me arrependi, outras eu me orgulho de ter falado. Já briguei. Já senti raiva. Já fui sozinha para o outro lado do país, e enfim comprovei: o horizonte é maior...

O horizonte é maior do que nossas vãs filosofias. Já fiz muitas coisas das quais me orgulho, outras nem tanto. Mas,é ótimo saber que posso recomeçar a cada minuto, ser e dar o meu melhor, não porque haja méritos em mim, mas porque um dia alguém morreu para que o verbo “sorrir”, que caracteriza tanto a minha vida, não ficasse só no passado, mas se tornasse constante a ponto de ser um futuro bem presente.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Bifurcações



Oi galera, sei que ainda não fiz minha crônica de fim de ano, ou melhor, de começo de ano(hehehe), mas aqui vai um texto que fiz, fazendo alusão a encontros e desencontros, e como eles podem ser divertidos e mudar nossas vidas.
Espero que gostem...


Bifurcações


Ele a encontrou, ela o olhou. Ele a encarou, ela suspirou. Ele imaginou, ela fantasiou. Ele falou, ela se desencantou. Ele se apaixonou, ela flertou. Ele fazia qualquer coisa, ela não fazia nada perto de alguma coisa. Ele tentou, ela o rejeitou. O tempo passou... Ele a viu, ela o viu. Ele não falou, ela se perguntou. Ele a rejeitou, ela indagou. Ele se envolveu, ela esperou. Ela jogou seu charme, ele não ligou. Ela falou, ele novamente se interessou. Ela tinha dúvidas, ele tinha medos. Ela aguardava o melhor, ele aguardava o mais apropriado. Ele conversou, e dessa vez ela se interessou. Ele orou, ela clamou. E sabe como tudo terminou?
Ele e ela esperam o fim, mas ainda não acabou...

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ai, quem me dera...




Oi Galera, ainda vou escrever uma crônica bem ao meu estilo para finalizar o ano.heheh
Por enquanto, só dei uma passadinha por aqui porque faz tempo que não atualizo e senti vontade de compartilhar com vocês um texto precioso que encontrei hoje.
De quem será?hehhe
Ah, é dele, o meu "inspirado inspirador", Vinícius, claro...
Reconheço que ultimamente eu tenho tido uma quedinha por Fernando Pessoa, mas Vinícius não sabe...hehehe
Bom, em breve vou postar textos de Fernando e seus heterônimos aqui também.Por hoje, deixem de ser preguiçosos e leiam o poema lindo: "Ai, quem me dera".
oBS:
Tem um link anexado de um video do youtube.Logo, quem estiver com preguiça de ler, é só ouvir.Eu facilito as coisas para vocês,né queridos?hehe
Presente de natal atrasado!

link:http://www.youtube.com/watch?v=r-36X0YVkLc


Ai, quem me dera
(Vinícius de Morais)

Ai, quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim

Ai, quem me dera ver morrrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor
Ai, quem me dera uma manhã feliz
Ai, quem me dera uma estação de amor

Ah, se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem casais

Ai, quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim

Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E, finda a espera, ouvir na primavera
Alguém chamar por mim