sábado, 22 de outubro de 2011

Dentro da armadura


Enfim, me revisto de pedras, ferro e prata.
Em punho está meu escudo e me torno destemida. Intimido a mim mesma.

Pisando em vidros, eu caminho, olhando o horizonte, com um “pronunciável” silêncio e pensamentos ensurdecedores. Um passo de cada vez... Desempenho a difícil tarefa de manter a armadura sustentada em uma inclinação de quase 90 graus, meu salto agulha não me deixa negar esse fato e nem o meu pé, doído pela arte de se equilibrar.

Forte, segura e impenetrável, com sorrisos, gentilezas e delicadezas. Tudo parece bem e, mesmo com a armadura em punho, não se pode perder o charme, talvez ele seja uma arma... talvez.
Mas, o que se vê, não é necessariamente a realidade. Dentro dessa capa, existe uma fragilidade que precisa de cuidados, uma sensibilidade que necessita de carinho e uma fé que anseia por amparo. Entretanto, você só sabe o que vê, não sente como eu sinto.

Surpreendente seria encontrar alguém que enxergasse além da armadura, que quisesse mergulhar e encontrar o que não é óbvio, que seguisse o clichê “enxergar além da aparência e ver a essência”...Isso sim chamaria minha ateção,seria, de fato, APAIXONANTE. Afinal, dentre as muitas descobertas, eu cederia a revelação de mais um dos meus segredos: "Dentro da armadura, só uma menina há".

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Diário de Bordo



Como já disse várias vezes, eu escrevo para mim, entretanto, caro amigo que acompanha meu blog, fico lisonjeada de saber que você está aí do outro lado. Mas, verdade seja dita, o alvo dos meus textos não é você, são as minhas indagações... é como diz Clarice Lispector: “Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever”. Bom, já explicada a minha motivação, não tomem esse post como exibicionismo, mas simplesmente como mais análises dessa eterna observadora.

Viajei essa semana para outro Estado, não tão longe, mas o suficiente para que o sotaque pudesse me hipnotizar. Pois é ,amo sotaques e, para mim, eis aí um dos maiores atrativos nas viagens. Mas, como ia dizendo, conheci ótimas pessoas, conheci novas expressões, conheci lugares lindos e, acima de tudo, me reconheci.

Nossa, viajar lava a minha alma. Quando vivo constantemente apenas no meu cotidiano, sem um pit stop, eu fico tão focada em outras coisas que esqueço de olhar para mim. Divertir-me, observar e ser observada, brincar com possibilidades e quem sabe torná-las fatos é bem atrativo, e faz notarmos que podemos ser o que quisermos e ao lado de quem quisermos. A escolha é nossa, a sorte... É deles. kkk

Brincadeira...=)

Nem gosto de falar de sorte, porque para mim ela não existe, existem escolhas, e eis aí a dificuldade de fazê-las. Você pode sorrir em vez de franzir a testa, você pode ler um bom livro em vez de ler apenas bula de remédio (hehe), você pode se permitir em vez de se retrair. Tudo na medida certa enobrece o espírito e fortalece a alma. Mas, como escolher e como saber o momento certo para essa escolha?

Um dos melhores momentos dessa viagem foi assistir de camarote o pôr-do-sol na praia, sentir o vento no rosto, fechar os olhos, respirar fundo e ao olhar novamente ver o maior espetáculo da terra na minha frente, o sol se debruçando sobre a água, como se pedisse amparo e proteção diante da gigante lua que vinha com todo seu resplendor pintar o céu. Não era uma cena de intimidação, apesar de ele estar deixando de ser o protagonista da tela, ao contrário, era algo lindo, exuberante, era uma cena de glorificação. Afinal, se você parar para pensar, ele já tinha brilhado o dia inteiro e no momento exato se retirou para que o espetáculo pudesse ocorrer novamente no próximo dia.


Olhando essa cena eu senti a vida e vi como Deus é perfeito e maravilhoso. Esse show da natureza ocorre todos os dias, mas foi necessário eu parar um pouco para notar que eu também posso me debruçar sobre Alguém e, mesmo sem eu pedir, Ele se preocupa até em pintar o céu todos os dias para que eu possa ver esse espetáculo, e muitas vezes eu nem noto. Comecei a me perguntar, imagina o que acontecerá se eu depositar minha vida nas mãos Dele?


Olhei para o alto mais uma vez e então encontrei a resposta: “Eis a minha oportunidade de ser que nem o sol, por mais que gigantes queiram me intimidar,se eu colocar minhas escolhas e propósitos em Suas mãos, Ele sempre me resguardará e agirá no momento exato, não de qualquer forma, mas fazendo de tudo um grande espetáculo”.

sábado, 18 de junho de 2011

Carpe Diem, persona!




Às vezes penso que deveria haver um antídoto cujo o efeito colateral fosse a felicidade. Mas, não a felicidade sem sentido, e sim aquela que faz a gente sorrir com a alma e transpassar por cada poro o entusiasmo do momento. Uma felicidade que não acaba em segundos, horas ou quando fechamos os olhos para dormir, mas sim algo continuo, envolvente e viciante.

Talvez a famigerada felicidade esteja nos dizeres poéticos, no carpe diem, nos contemplamentos filosóficos e em páginas de livros. Para outros, pode ser sentir adrenalina na corrente sanguínea, ter altos índices de serotonina ou comer uma barra gigante de chocolate e produzir endorfina para as próximas três gerações.

Talvez a felicidade esteja no silêncio, no som de qualquer outra coisa que não seja a sua própria voz, no calor que sentimos quando o sol toca nosso corpo e pinta a manhã como se a luz fosse o foco principal da arte.

Talvez felicidade seja ter o colo de alguém que nos ama muito para recorrer, talvez seja levar um puxão de orelha e saber que há quem se importe.

Talvez seja muito além do que trabalho, estudo e tudo que há nesse mundo...

Talvez ela esteja aos nossos olhos, mas, não basta olhar para o lado, muito menos no espelho, tem que olhar para cima, e saber que lá não existem “talvez”, e sim “certezas”.

Independente de religião e credos, todos nós nascemos com essa necessidade de sermos felizes, é algo vital.

Procuramos a tal da felicidade em muitas coisas, mas no fundo sabemos que Alguém, um dia , criou o antídoto para tristeza e colocou a fórmula no interior de cada um. Agora, cabe a nós mergulhar no nosso intimo e descobrir que a fórmula para ser feliz não é uma equação, mas uma pessoa, e sempre esteve ali querendo apenas que a busca terminasse no desenho de um sorriso.