segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Bifurcações



Oi galera, sei que ainda não fiz minha crônica de fim de ano, ou melhor, de começo de ano(hehehe), mas aqui vai um texto que fiz, fazendo alusão a encontros e desencontros, e como eles podem ser divertidos e mudar nossas vidas.
Espero que gostem...


Bifurcações


Ele a encontrou, ela o olhou. Ele a encarou, ela suspirou. Ele imaginou, ela fantasiou. Ele falou, ela se desencantou. Ele se apaixonou, ela flertou. Ele fazia qualquer coisa, ela não fazia nada perto de alguma coisa. Ele tentou, ela o rejeitou. O tempo passou... Ele a viu, ela o viu. Ele não falou, ela se perguntou. Ele a rejeitou, ela indagou. Ele se envolveu, ela esperou. Ela jogou seu charme, ele não ligou. Ela falou, ele novamente se interessou. Ela tinha dúvidas, ele tinha medos. Ela aguardava o melhor, ele aguardava o mais apropriado. Ele conversou, e dessa vez ela se interessou. Ele orou, ela clamou. E sabe como tudo terminou?
Ele e ela esperam o fim, mas ainda não acabou...

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ai, quem me dera...




Oi Galera, ainda vou escrever uma crônica bem ao meu estilo para finalizar o ano.heheh
Por enquanto, só dei uma passadinha por aqui porque faz tempo que não atualizo e senti vontade de compartilhar com vocês um texto precioso que encontrei hoje.
De quem será?hehhe
Ah, é dele, o meu "inspirado inspirador", Vinícius, claro...
Reconheço que ultimamente eu tenho tido uma quedinha por Fernando Pessoa, mas Vinícius não sabe...hehehe
Bom, em breve vou postar textos de Fernando e seus heterônimos aqui também.Por hoje, deixem de ser preguiçosos e leiam o poema lindo: "Ai, quem me dera".
oBS:
Tem um link anexado de um video do youtube.Logo, quem estiver com preguiça de ler, é só ouvir.Eu facilito as coisas para vocês,né queridos?hehe
Presente de natal atrasado!

link:http://www.youtube.com/watch?v=r-36X0YVkLc


Ai, quem me dera
(Vinícius de Morais)

Ai, quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim

Ai, quem me dera ver morrrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor
Ai, quem me dera uma manhã feliz
Ai, quem me dera uma estação de amor

Ah, se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem casais

Ai, quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim

Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E, finda a espera, ouvir na primavera
Alguém chamar por mim


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Serei eternamente sólida para vocês...




Às vezes eu até que gostaria de entender tudo, mas tem coisas que não entendo e tem outras que me recuso a perder tempo tentando entender.
Essa semana, em particular, uma coisa me chamou atenção, uma coisa boba, me fez refletir. Um simples comentário: “depois dizem que as pessoas não mudam quando entram na faculdade, né?”
Nossa, que coisa trivial conversar sobre uma irrelevância dessas, mas de fato, essa bobagem me fez pensar.
Bom, se você fica muito tempo sem ver alguém que conviveu, qual é a primeira coisa que você faz quando tem a oportunidade de vê-lo?
Abraçar?
Beijar?
Dizer o quanto sentiu saudades?
Pois é, mas alguns “seres irracionais” (como diz minha amiga Paula-hehehe) acabam por observar o primeiro alvo de críticas. Recuso-me a achar que isso seja pertencente a personalidade de um individuo, na minha opinião é simplesmente o reflexo de frustrações, pois quando alguns estão frustrados começam a refletir as suas amarguras em outras pessoas, com objetivo de se identificar e não se sentirem sozinhos em meio a tal situação.
Pensamento egoísta?
É, também acho.
Mas enfim, cheguei a mais uma das minhas conclusões filosóficas da vida!hehehe
Bom, por outro lado, você já notou que as pessoas que geralmente agem dessa forma não são seus amigos?
Afinal, quando reencontramos nossos amigos as palavras não conseguem nem ser pronunciadas, os abraços sufocam qualquer pré-julgamento e os únicos sons entoáveis são os dos risos de satisfação.
Eles não te olham julgando se você mudou ou não, até porque os seres humanos estão em constante transformação e mudar faz parte do nosso processo vital, os que não mudam, literalmente mergulham na inércia da vida.
Eu ofereço esse post à todos os meus amigos, que podem estar há muito ou pouco tempo sem me ver, mas que todas as vezes que me encontram enxergam a amiga de sempre e não um alvo de comparações. Logo, baseada na fala de uma professora, "eu sempre serei líquida para os irrelevantes, porém eternamente sólida para aqueles que fazem a diferença".