terça-feira, 27 de março de 2012

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Deixo registrado que começo a escrever ao som da música ELE/ELA, peço que ao lerem esse texto, escutem a música simultaneamente http://www.youtube.com/watch?v=Cwf6H7Vfczk
Me perco nessa música, talvez motivada pela suavidade da melodia ou pela trama que sugere a letra. Simplesmente dou asas a imaginação e penso que Ela é tão parecida comigo, sempre querendo respostas aos “por quês”.

Esses tempos me vi assim, meio que confusa por não saber responder alguns desses “por quês”. De verdade, poucas vezes fiquei tão indecisa quanto dessa vez. É meio complicado sabermos que pequenas decisões aqui no presente, podem mudar todo o nosso futuro.

Por mais que seja difícil dizer não ao meu próprio eu, prefiro ser prudente e sensata do que me deixar levar por impulsos. Para mim isso é viver, e não o contrário, por mais que essa não seja a filosofia da maioria. Antes de agradar aos outros sempre preferi agradar a Deus e a mim mesma, encostar a cabeça no travesseiro e saber que se errei foi tentando acertar.

Bom, se vou errar eu não sei, pode até ser, depois conto para vocês se fiz o certo ou se quebrei a cara e sabotei a felicidade...kkkk

Juro, o meu grande problema é que talvez eu seja a última romântica...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Eis o motivo...


É super confortável viver o rotineiro, o comum, o recorrente, apesar de às vezes ser um tédio, vamos ser sinceros. Mas, é bom “ter o controle” das coisas, se assim podemos dizer, é bom saber o que fazer, como fazer e saber como irá acontecer.

Entretanto, por algum estranho motivo, eu prefiro o incerto, ainda que o novo me amedronte. Por fatores desconhecidos, eu prefiro me lançar no desafio, nem que seja para depois ter uma boa história para contar. Ok, sou um paradoxo , em que racionalidade e emoções conflitam e mesmo se completam.

Como a maioria das pessoas me sinto cômoda na zona de conforto, mas meu coração palpita, o ar falta e sinto meu sangue correr nas veias quando desafio se lança. De fato, fico hipnotizada, fascinada e atônita, mas não se confundam, tal fenômeno só ocorre quando observo as regras do jogo, e às vezes, de forma calculista e sensata, noto que pode ser interessante jogar.

Esse é um dos motivos da escolha da minha profissão, nunca me imaginei fazendo a mesma coisa, todos os dias e da mesma forma, sempre quis algo além, a essência das experiências, sentir histórias, contestar fatos. Na verdade, adaptando a citação de Friedrich Nietzsche :” Não sei o que quero, mas sei muito bem o que não quero”.E não quero viver de “quases”, de “talvez”, de improbabilidades.

O mundo é tão grande e eu sou tão pequena diante dele, que às vezes penso que eu talvez não possa mudá-lo, transformá-lo ou acrescentar-lhe , mas alguma coisa me faz acreditar que minhas histórias podem. Talvez as histórias que eu ouça, as histórias que eu viva, as histórias que eu conte. E no final das contas, notaremos que não somos nós que compomos as histórias, somos compostos por elas. Por isso escrevo, faço desse um dos meus maiores prazeres e desafios, traduzo o mundo pra mim em simples palavras, e todos os dias me lanço nos braços da escrita , cheia de coragem, e com uma ambição: devendar o incompreensível e romper as correntes do incerto .

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Destemidamente, é hora de sentir!


Estou cansada de suposições, possibilidades e indiretas.
Quero algo concreto, palpável, digno do momento que vivo.
Se for para falar, ótimo, que seja. Conversemos como adultos e resolvamos , de forma direta, nossas dificuldades.


Se for para gostar, que seja sem medos, joguinhos e infantilidades.
Se for para brigar, que seja com o intuito de argumentar e chegar a um senso comum e não apenas criar desconfortos.
Se for para encarar, tudo bem. Encaremos, mas não apenas um ao outro, vamos dar as mãos e juntos encarar o desconhecido.


Se for para lutar, lute enquanto há tempo, depois que se perde, a batalha só passa a ser mais uma história em algum livro empoeirado, mas jamais poderá ser revivida. Podem aparecer oportunidades semelhantes, mas a mesma jamais!
Se for para demonstrar, não tenha medo de parecer ridículo, ao contrário, seja romântico e brega ao mesmo tempo, seja cavalheiro e bobo, seja criativo e audacioso, só não deixe de ser feliz.


Enfim, é isso que quero: Alguém que não tenha medo de viver e de sentir, ou melhor, alguém que não tenha medo de viver o que sente. Dentre todas as minhas incertezas, só sei de uma coisa, se lamentar não faz mais meu estilo, e não ficarei a mercê , esperando um menino ter atitudes de homem, enquanto que posso encontrar um homem, que consegue expor seus sentimentos, com a sinceridade de um menino.